Queens of the Dead (2025) — Dir: Tina Romero



Zumbis são uma parte indissociável do cinema de horror e já foram apresentados de todas as maneiras: lentos, velocistas, domesticados... Mas uma diretora resolveu transportar o apocalipse para um universo totalmente novo. Em Queens of the Dead, Tina Romero transforma o fim do mundo em uma aventura queer, com direito a muita maquiagem, lantejoulas, plumas e paetês.

Suzzanna — A Rainha do Horror da Indonésia

 






Há dois anos, decidi escrever sobre os longa-metragens que funcionam como rip-offs da franquia A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street). Naquela pesquisa, descobri como diversos sucessos estadunidenses ganharam versões peculiares em outras partes do mundo. É o caso de Srigala, produção indonésia dirigida por Sisworo Gautama Putra, que emula abertamente Sexta-Feira 13 (Friday the 13th, 1980). Esse foi o meu ponto de partida para estudar o cinema de horror indonésio, onde conheci a atriz Suzzanna, musa de Sisworo e a eterna Rainha do Horror do país. No entanto, para compreender a profundidade de sua figura, é preciso recuar no tempo e examinar o contexto histórico do arquipélago durante a Segunda Guerra Mundial.

Dollhouse (2025) — Dir: Shinobu Yaguchi




Filmes sobre bonecos amaldiçoados não são nenhuma grande novidade na história do cinema de horror, ainda mais depois de tantos longas da franquia Annabelle. É um subgênero que considero bastante saturado, em que as narrativas parecem sempre circular pelo mesmo terreno. Por essa razão, assisti a Dollhouse (2025) com pouca expectativa, mas acabei me surpreendendo. É um alívio ver um filme que não tenta reeditar, com tanta fidelidade, os elementos mais consagrados do universo das bonecas assombradas. O diretor Shinobu Yaguchi reconhece suas influências, mas as utiliza a favor da originalidade. E como o Japão raramente poupa ninguém quando o assunto é cinema de horror, Dollhouse não foge à regra e é um convite ao que existe de mais mórbido.

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