A Fantástica Gautier Lee: A Nova Cara do Cinema Brasileiro



Gautier Lee é uma artista completa. É diretora, roteirista, assistente de arte... É uma das novas protagonistas do cinema brasileiro e desenvolve um trabalho muito diverso no Rio Grande do Sul. A cineasta desfila por vários gêneros e está finalizando o seu curta, chamado Um- Oito-Oito, que conta a história de Kenia (Évellyn Santos Hoffmann), uma jovem que, após ser vítima de injúria racial na universidade, precisa lidar com a repercussão do fato. O filme faz parte de quatro projetos curtos da diretora. Além disso, Gautier foi selecionada esse ano pelo Sundance Institute para fazer parte do projeto Crafting Your Short Film. A realizadora também é membro – fundadora do Coletivo Macumba, que reúne profissionais negros e negras do audiovisual do Rio Grande do Sul. É integrante do Black Femme Supremacy e da Organization of Black Screenwriters. É uma jovem profissional com um currículo impressionante! Em mais um capítulo do Projeto Final Chica,  Gautier fala sobre seus projetos atuais e sobre Vinil (2017), curta que marcou sua estreia no cinema fantástico.

O cinema Fantástico de Davi de Oliveira Pinheiro



Em mais um capítulo do Projeto Final Chica, hoje falo com o diretor, produtor e roteirista brasileiro, Davi de Oliveira Pinheiro. O cineasta é responsável por um dos primeiros longa-metragens do gênero fantástico filmados no estado do Rio Grande do Sul, Porto dos Mortos (2010). A produção, que recebeu dezoito prêmios internacionais, narra a jornada de um policial (Rafael Tombini), em meio a um mundo pós-apocalíptico, à caça de um perigoso assassino. Além da película, o realizador  dirigiu cinco curta-metragens. Seu trabalho mais recente é a série A Bênção, uma coprodução das produtoras Ausgang (fundada por Pinheiro, Emiliano Cunha e Pedro Guindani), Coelho Voador e Anti Filmes. Davi dirigiu quatro episódios do seriado, o qual tem estreia prevista para o final de setembro deste ano no Canal Brasil. Nesse bate-papo, conversamos sobre seus projetos no universo do cinema fantástico, suas influências e cinema de gênero no Brasil.

Entre nós e feitiços: Uma conversa com a jornalista e escritora Mara Leveritt



 
A jornalista e escritora Mara Leveritt/ Reprodução: Facebook Mara Leveritt

Quando eu comecei a estudar sobre o caso do West Memphis Three, coloquei minhas mãos em um livro, chamado Nó do Diabo, escrito pela jornalista Mara Leveritt. Eu terminei a leitura em três dias. Eu simplesmente não conseguia deixá-lo de lado. É um jornalismo investigativo hipnótico, e tal situação só tinha ocorrido comigo antes ao ler Hiroshima, escrito por John Hersey e A Sangue Frio, obra de Truman Capote.


Wolf Creek (2005) - Direção: Greg McLean





Wolf Creek – Viagem ao Inferno foi lançado há muito tempo no Brasil... Em fevereiro de 2006 para ser mais exata, durante minhas férias de verão do meu último semestre na faculdade. Assisti ao longa em uma sessão matutina do Cine Victória, antigo cinema de rua, localizado na Avenida Borges de Medeiros, no centro de Porto Alegre. Era um horário meio ingrato, 10:00 horas da manhã, mas a sala estava praticamente vazia. A única coisa que eu sabia sobre o filme é que se tratava de mais um longa do movimento chamado torture porn. Na época, eu já havia visto Cabana do Inferno, feito pelo Eli Roth, e Jogos Mortais, codirigido pelo Leigh Whannell e James Wan, e estava fascinada pelo subgênero. Também sabia que o filme era baseado em fatos reais. Mas, definitivamente, nada do que eu li anteriormente sobre a película poderia me preparar para o que eu vi naquela tela de cinema.


Formulário p/ pagina de contato (Não remover)