Casei-me com uma Feiticeira (1942) - Direção: René Clair

 

Casei-me com uma Feiticeira (I Married a Witch), lançado em 1942, é uma comédia brilhante, coescrita e dirigida por René Clair. Estrelada por Veronica Lake e Fredrich March, o filme conta a história de Jennifer, uma bruxa queimada na fogueira pelo puritano Jonathan Wooley, nos julgamentos de Salem. Antes de morrer, ela joga uma maldição em seu algoz: nenhum homem de sua família terá sorte no amor e estarão fadados a casar com mulheres terríveis. Séculos depois, um raio acerta a árvore onde as cinzas de Jennifer estão repousando e seu espírito desperta. Coincidência ou não, a feiticeira se depara com uma festa nas redondezas: o noivado de Wallace Wooley, um dos descendentes de Jonathan. A bruxa não perde tempo e resolve ir atrás de um corpo para conseguir infernizar a vida de Wallace e destruir o seu futuro casamento. 

Especial West Memphis Three — Capítulo 3: Uma força-tarefa contra três adolescentes


Mas o que realmente importa e o que faz a gente chegar ao ponto de cruzar o país para vir para Jonesboro, Arkansas, em nossa semana de férias, são assuntos mais importantes, como justiça, uma polícia incompetente e um sistema jurídico corrupto que opera no vácuo aqui no Arkansas quando ninguém os vigia.” Burk Sauls, criador do site WM3.Org, durante o documentário Paradise Lost: Revelations (2000).


Quando fiquei sabendo sobre o caso do West Memphis Three, eu mergulhei no assunto. Frequentei grupos na internet, ouvi podcasts, li livros, sites sobre o assunto. E a demora em escrever esse texto decorre disso, da minha total exaustão sobre o tema. É um território muito pesado. É o assassinato brutal de três crianças e, além disso, existem outros fatores nessa história que são muito perversos. Na minha opinião, esse crime não é nada sofisticado como aparenta ser. Provavelmente foi praticado por alguém que conhecia as crianças e que, após o crime, continuou vivendo na comunidade, pois não foi investigado devidamente. E nem passou por algum tipo de interrogatório. Outra hipótese plausível é de que o assassinato, por ter ocorrido em uma região com um grande fluxo de pessoas, oriundas de várias partes do país, tenha sido praticado por alguém que passava pela rodovia. Os EUA tem esse histórico gigantesco de serial killers. As autoridades da cidade, porém, venderam o triplo assassinato como algo exótico, uma atividade satânica, praticada por um grupo de jovens metaleiros da cidade de West Memphis. Essa resolução apresentada pela polícia, que beira o absurdo, permitiu que, ao longo dos anos, uma série de questões fossem levantadas em relação ao trabalho desempenhado por eles ao investigar o crime. E como aparentemente, depois de tantos anos (o fato aconteceu em 1993), ainda existem pessoas interessadas em proteger com unhas e dentes essa teoria policial de que trata-se de um crime praticado por uma seita juvenil, é interessante refletir um pouco sobre a investigação feita pelo Departamento de Polícia de West Memphis. Eles deixaram tantas perguntas sem resposta, em uma investigação claramente insuficiente (onde você não sabe se os policiais foram relapsos intencionalmente ou por uma questão de incompetência),  que acabaram criando um verdadeiro campo de batalha de opiniões ao longo dos anos sobre o homicídio, o qual movimenta até hoje fóruns pela internet, dedicados em descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pela morte dos três meninos. Pois tem uma coisa que muita gente não consegue acreditar: que Damien Echols, Jason Baldwin e Jessie Misskelley Jr, que ficaram presos por 18 anos, acusados pelo triplo assassinato, tenham qualquer participação nisso.

A Fantástica Gautier Lee: A Nova Cara do Cinema Brasileiro



Gautier Lee é uma artista completa. É diretora, roteirista, assistente de arte... É uma das novas protagonistas do cinema brasileiro e desenvolve um trabalho muito diverso no Rio Grande do Sul. A cineasta desfila por vários gêneros e está finalizando o seu curta, chamado Um- Oito-Oito, que conta a história de Kenia (Évellyn Santos Hoffmann), uma jovem que, após ser vítima de injúria racial na universidade, precisa lidar com a repercussão do fato. O filme faz parte de quatro projetos curtos da diretora. Além disso, Gautier foi selecionada esse ano pelo Sundance Institute para fazer parte do projeto Crafting Your Short Film. A realizadora também é membro – fundadora do Coletivo Macumba, que reúne profissionais negros e negras do audiovisual do Rio Grande do Sul. É integrante do Black Femme Supremacy e da Organization of Black Screenwriters. É uma jovem profissional com um currículo impressionante! Em mais um capítulo do Projeto Final Chica,  Gautier fala sobre seus projetos atuais e sobre Vinil (2017), curta que marcou sua estreia no cinema fantástico.

O cinema Fantástico de Davi de Oliveira Pinheiro



Em mais um capítulo do Projeto Final Chica, hoje falo com o diretor, produtor e roteirista brasileiro, Davi de Oliveira Pinheiro. O cineasta é responsável por um dos primeiros longa-metragens do gênero fantástico filmados no estado do Rio Grande do Sul, Porto dos Mortos (2010). A produção, que recebeu dezoito prêmios internacionais, narra a jornada de um policial (Rafael Tombini), em meio a um mundo pós-apocalíptico, à caça de um perigoso assassino. Além da película, o realizador  dirigiu cinco curta-metragens. Seu trabalho mais recente é a série A Bênção, uma coprodução das produtoras Ausgang (fundada por Pinheiro, Emiliano Cunha e Pedro Guindani), Coelho Voador e Anti Filmes. Davi dirigiu quatro episódios do seriado, o qual tem estreia prevista para o final de setembro deste ano no Canal Brasil. Nesse bate-papo, conversamos sobre seus projetos no universo do cinema fantástico, suas influências e cinema de gênero no Brasil.

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