Queens of the Dead (2025) — Dir: Tina Romero



Zumbis são uma parte indissociável do cinema de horror e já foram apresentados de todas as maneiras: lentos, velocistas, domesticados... Mas uma diretora resolveu transportar o apocalipse para um universo totalmente novo. Em Queens of the Dead, Tina Romero transforma o fim do mundo em uma aventura queer, com direito a muita maquiagem, lantejoulas, plumas e paetês.


O longa se passa em Nova York, mais especificamente no bairro do Brooklyn, em um shows de drag queens. Durante o espetáculo, a cidade entra em estado de emergência, pois uma horda de zumbis prateados começa a devorar pessoas. Enclausuradas no estabelecimento, as performers, armadas com objetos confeccionados por elas e usando salto 15, viram heroínas improváveis de uma história muito divertida.

Tina, que é filha do mestre George A. Romero, mostra que zumbis são um assunto familiar levado a sério. Em seu primeiro longa, em meio aos figurinos chamativos e às luzes de neon, a diretora compõe um manifesto camp de resistência da comunidade LGBTQIA+ contra o mundo que a marginaliza. A cineasta brinca com as referências do subgênero criadas por seu pai e substitui os zumbis pálidos por mortos-vivos prateados, monstros que reluzem frente ao glitter das roupas das final girls performáticas, as quais só conseguem resistir às ameaças do mundo lá fora unindo a sua força com seus iguais e transformando seus figurinos espalhafatosos em uma espécie de armadura.

Tina Romero não se preocupa tanto em lapidar a história ou impor um ritmo muito frenético nas cenas de ação. Corpos ensanguentados rolam na purpurina apenas para transmitir uma carta afetiva para a cena drag. A diretora subverte a estética criada por seu pai para contar uma história que brinda a diversidade e a importância de ser quem você realmente é. 

Queens of the Dead é distribuído pela Imovision e estreou nos cinemas brasileiros no dia 05/03.





    




Formulário p/ pagina de contato (Não remover)