Queens of the Dead (2025) — Dir: Tina Romero
Zumbis são uma parte indissociável do cinema de horror e já foram apresentados de todas as maneiras: lentos, velocistas, domesticados... Mas uma diretora resolveu transportar o apocalipse para um universo totalmente novo. Em Queens of the Dead, Tina Romero transforma o fim do mundo em uma aventura queer, com direito a muita maquiagem, lantejoulas, plumas e paetês.
Tina, que é filha do mestre George A. Romero, mostra que zumbis são um assunto familiar levado a sério. Em seu primeiro longa, em meio aos figurinos chamativos e às luzes de neon, a diretora compõe um manifesto camp de resistência da comunidade LGBTQIA+ contra o mundo que a marginaliza. A cineasta brinca com as referências do subgênero criadas por seu pai e substitui os zumbis pálidos por mortos-vivos prateados, monstros que reluzem frente ao glitter das roupas das final girls performáticas, as quais só conseguem resistir às ameaças do mundo lá fora unindo a sua força com seus iguais e transformando seus figurinos espalhafatosos em uma espécie de armadura.
Tina Romero não se preocupa tanto em lapidar a história ou impor um ritmo muito frenético nas cenas de ação. Corpos ensanguentados rolam na purpurina apenas para transmitir uma carta afetiva para a cena drag. A diretora subverte a estética criada por seu pai para contar uma história que brinda a diversidade e a importância de ser quem você realmente é.
Queens of the Dead é distribuído pela Imovision e estreou nos cinemas brasileiros no dia 05/03.
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