Horror ou mimimi? – Uma seleção de filmes de horror que, para alguns homens, não fazem parte do gênero (Parte 2)
Eu acredito muito na premissa de que o horror é muito subjetivo e pode se apresentar das mais diferentes maneiras. Ele se desenvolve a partir da experiência do espectador. Por isso, independente do gênero cinematográfico, muitos longa-metragens podem ser extremamente horripilantes, pois acessam traumas e o terror social (o medo que é compartilhado por parte da população). Independente da narrativa que está sendo contada, mesmo que ela seja cômica ou até mesmo um faroeste, caso a imagem da tela seja perturbadora para um grupo de pessoas, é inquestionável que aquela película pertence ao gênero terror, mesmo que ela não seja vendida como tal.
Horror ou mimimi? – Uma seleção de filmes de horror que, para alguns homens, não fazem parte do gênero
Logo após o lançamento de Fresh (2022), longa dirigido por Mimi Cave, li uma crítica sobre a película, escrita por um homem, onde ele afirmava que o filme não podia ser considerado horror, pois não era assustador. Fiquei profundamente estarrecida. O plot do longa-metragem é o seguinte: mulheres são sequestradas para serem transformadas, literalmente, em pedaços de bife. Como isso não é considerado algo horripilante? Desde esse dia, comecei a observar os comentários masculinos sobre longa-metragens recentes, principalmente dirigidos por mulheres, e comecei a refletir sobre o assunto, sobre essa recepção, que vai literalmente de encontro com o avanço de ideias conservadoras da nossa sociedade atual.
Terrifier 2 (2022) – Direção: Damien Leone
A história do palhaço Art começa a ser escrita em 2011, com o curta-metragem Terrifier (2011). Em 2013, o personagem é a estrela da antologia All Hallows' Eve, um longa de baixo-orçamento bastante promissor. Apesar do roteiro fraco e das atuações caricatas, era notório que o palhaço, então interpretado por Mike Giannelli, tinha muito potencial para ser algo maior.




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