Rogert Bencosme: O pioneiro do cinema de terror da República Dominicana





Andrea era uma menina comum e vivia no pacato distrito de Juan López, em Moca, na República Dominicana. Mas sua vida mudou completamente depois de uma brincadeira infantil, ocorrida durante o enterro de seu avô. Ao perceber que haviam roubado a cruz do túmulo de sua mãe, a jovem acaba furtando um crucifixo de outra tumba e a deixa na lápide da genitora. Esse pequeno gesto inocente mudou a vida de Andrea e também do pacato vilarejo.  O diretor Rogert Bencosme era vizinho da garota e presenciou todo o seu caso de possessão e, anos mais tarde, em 2005, transformou essa história em uma produção de terror.
O longa-metragem "Andrea" inaugura o gênero terror na República Dominicana e explora as lendas e crendices típicas do interior dominicano. Para dar mais detalhes sobre o assunto, conversei com o cineasta Rogert Bencosme. Ele nos conta mais detalhes sobre o longa-metragem e como foi ser o pioneiro em seu país.
[FG] Como você começou a se interessar por filmes de terror? O que você mais gosta no gênero?
Depois de trabalhar um tempo produzindo comerciais e vídeos musicais para a TV, meu irmão Frankeli Bencosme e eu pensamos em fazer uma película. Depois de analisar qual seria o gênero, optamos pelo mistério. Poucos personagens, mas intenso e em lugares remotos. Na verdade não tive uma atração, mas a oportunidade que ofereceu em si.
[FG] Como surgiu a ideia da película Andrea? É verdade que ela se baseia em fatos reais?
Depois de decidir o gênero, recordamos a história de uma menina, vizinha nossa, no campo onde nos criamos, Juan López, Moca, na República Dominicana, chamada Andrea. Isso nós vimos com nossos próprios olhos, como ela era possuída por um espírito. Ao redor dessa história, agregamos outros contos e criamos um roteiro que seria a primeira película de mistério e terror dominicana. Ainda que isso não era o que propomos, simplesmente foi assim. Ou seja, sim, é baseada em um fato real.
[FG] Como você define o filme? Como foi a experiência de filmá-lo?
A defino como uma flor que cresceu da ingenuidade, inocente, que o povo abraçou porque gostou do cheiro que ela exalava e foi feita ao seu estilo. Agradecemos a Deus primeiramente pela oportunidade e a todo o público que a fez sua favorita nesse ano, sendo merecedora do prêmio Casandra, como melhor produção cinematográfica desse ano.
[FG] Como foi ser o pioneiro do gênero terror na República Dominicana?
Inesperado, mas muito bem recebido. Graças a Deus.
[FG] Como foi a recepção da película no país? Foi o que você esperava?
Excelente. Rompeu com os recordes de ingressos no primeiro dia e se manteve por muito tempo no cinema. Na verdade não esperávamos.
[FG] Como você analisa o cinema de terror feito na República Dominicana?
Honestamente não posso fazer uma análise porque não o acompanho e não tenho consciência, abri a porta do meu coração a Jesus e depois de muito tempo voltei a escrever e a produzir, mas pensando em como ajudar o mundo a ser melhor. O mundo precisa saber que Deus está vivo e quer sua salvação.