Especial Robert Englund: O homem por trás dos pesadelos


 




“Uma vez, um psiquiatra me escreveu. Ele tinha um jovem paciente que tinha ouvido falar sobre o Freddy Krueger e estava tendo pesadelos com ele. Eu realmente queria ajudar, então entrei em contato com Robert e perguntei se ele diria algumas palavras para o garoto em uma câmera de vídeo. Não só Robert fez isso, mas ele o fez enquanto estava sendo maquiado e, em seguida, fora de sua maquiagem de Freddy, descrevendo cada passo do caminho, de como Freddy não era nada mais do que látex e cola, e não havia nada com que se preocupar. Pouco depois enviei a fita para o médico, recebi uma carta em troca. O jovem não estava apenas curado, ele queria assistir um filme do Freddy! Ao longo dos anos, passei muitas horas com Robert, especialmente em cidades estrangeiras para festivais de cinema, e constantemente me maravilhei com o seu alcance como celebridade. Ele é reconhecido em todos os lugares, e os sorrisos enormes que se espalham no rosto das pessoas quando o veem não têm preço. Robert Englund é uma dessas raras contradições ambulantes: assustador como o inferno quando está trabalhando; e agradável, espirituoso e erudito quando não está - e ele sempre arranja tempo para os fãs que estão ansiosos para apertar sua mão. Desde que ele o faça sem a luva”. – Wes Craven, em trecho da introdução que escreveu para o livro de Robert, Hollywood Monster.


Depois do sucesso meteórico de A Hora do Pesadelo, lançado em 1984, todos os olhares se voltaram para um certo ator, o qual não possuía um grande background dentro de Hollywood. Robert Englund, então com 37 anos, era apenas conhecido por participar de alguns filmes destinados para a TV e por fazer algumas pontas em seriados, como As Panteras. Depois de Freddy, sua vida mudou totalmente. E, hoje em dia, é impossível desvincular o personagem do ator. Mas, durante as gravações do segundo filme, Englund quase ficou de fora da película. O produtor do filme, Bob Shaye, não queria dar um aumento de salário para Robert. Segundo ele, qualquer ator poderia interpretar o personagem por um valor inferior. Foi aí que a produção teve uma “brilhante ideia”: vestiram um assistente de produção com a maquiagem de Freddy e colocaram no estúdio para gravar. O resultado foi um desastre! Shaye percebeu que teria que abrir a carteira. Robert Englund era o corpo e a alma do personagem.

O começo 
 

 


Robert Barton Englund nasceu em Glendale, no ensolarado estado da Califórnia, no dia 06 de junho de 1947. O ator começou a se interessar por atuação na infância e participou de várias peças teatrais, graças a um programa de teatro da Universidade Estadual da Califórnia, destinado para o público adolescente. A paixão pelos palcos o levou para a UCLA, onde estudou teatro. Englund completou seus estudos na Royal Academy of Dramatic Arts, em Rochester, no estado de Mchigan. Depois disso, ele não parou mais. Ele trabalho com teatro por muitos anos, interpretando vários personagens cômicos das peças de Shakespeare. 

This is it, Robert, your big break on TV!
 

 
 
Sua estreia nas telonas foi no longa-metragem Buster e Billie (1974), dirigido por Daniel Petrie. Até o ano de 1976, Englund farias várias pontas em algumas películas, como o personagem Buck, em Devorado Vivo (1976), primeira parceira com o diretor Tobe Hooper, sua entrada com o pé direito no gênero horror. Depois disso, ele viria a participar de uma série de filmes para a televisão, além de fazer pequenas participações em seriados famosos da época, como CHiPs e, até mesmo, As Panteras
 
Robert Englund em Devorado Vivo (1976)

 


Em 1984, como Freddy Krueger, Robert conheceu o sucesso meteórico. Tornar-se o rei dos pesadelos, por outro lado, era uma tarefa ingrata. Diariamente, o ator precisava passar três horas sentado na cadeira de maquiagem. Certa vez, Englund esqueceu que estava maquiado e foi almoçar com a equipe em um restaurante. Alguém do estabelecimento ficou apavorado ao vê-lo e chegou a passar mal. A partir dali, Englund começou a ficar recluso em seu trailer. 
 

 


Freddy Krueger transformou Robert não somente em um ator conhecido no universo de Hollywood, mas em uma figura icônica no universo do horror. Ele viria a fazer diversos filmes no gênero depois disso: O Fantasma da Ópera (1989), Noites de Terror (1993), Mangler, o Grito de Terror (1995), Lenda Urbana (1998), 2001 Maníacos (2005), Por Trás da Máscara: O Surgimento de Leslie Vernon (2006), entre outras películas. Sua última aparição como Freddy Krueger foi no seriado de Halloween dos The Goldbergs (2018), fato que animou todo o fandom do mestre dos pesadelos. Todo mundo ficou na expectativa que o incansável Robert Englund voltasse a vestir o suéter novamente em novas sequências da franquia, mas aparentemente esse não é o plano dele. Ele parece estar interessado em fazer outras coisas. O ator lançou recentemente uma série de televisão para o Travel Channel, chamada True Horror, onde conta histórias assustadoras que aconteceram nos EUA. Além disso, Robert se juntará ao elenco da quarta temporada de Stranger Things, seriado do streaming Netflix. Já estou ansiosa por essa participação!
 


Bom, vale lembrar que durante o mês de dezembro, e provavelmente até a metade de janeiro de 2021, você vai conferir aqui no Final Girl um especial sobre a carreira do ator Robert Englund, focalizando, é claro, a produção dele no gênero do horror. Vou fazer algumas postagens mais longas aqui no blog. E outros conteúdos mais aleatórios estarão disponíveis no Instagram! Robert é um ícone e merece ser celebrado!

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