Meu primeiro contato com Freddy Krueger foi em uma sessão noturna, conhecida como Cinema em Casa. Era exibida pelo SBT. Eu tinha quatro ou cinco anos. Eu senti muito medo. Mas, ao lado do temor, caminhava dentro de mim um fascínio muito grande por aquele personagem tão diferente. Ele não matava as pessoas no mundo real como todos os outros. Tudo acontecia no mundo dos sonhos. E eu, no meu universo infantil, muito distante de um possível acesso ao Google e de outras possibilidades de encontrar informação, passava horas desenhando aquele monstrengo de cara queimada e suéter vermelho e verde, e meditando: "seria possível morrer durante os sonhos e não acordar mais?" Até cheguei a cogitar que Freddy Krueger poderia ser um personagem real, fato que foi resolvido depois que minha irmã mais velha contou-me que ele era só um ator coberto por maquiagem.