Janghwa Hongryeon Jeon: a gênese do horror sul-coreano
A Coreia do Sul está muito em evidência nos últimos anos por causa do K-POP e do audiovisual. A Hallyu, a chamada onda coreana, tomou conta do mundo a partir dos anos 90. Tudo começou com a popularização dos k-dramas, as novelas do país, que começaram a se difundir primeiramente pela China e demais países asiáticos. Logo, essas produções passaram a ganhar espaço também no lado ocidental do globo, assim como os filmes sul-coreanos
O cinema de horror da Coreia do Sul, entretanto, só começou a se tornar mais presente no ocidente a partir da década de 2000, concomitantemente com a explosão dos filmes splatter (chamados por alguns críticos de “torture porn”), produções usualmente marginalizadas por causa de seu conteúdo e que começaram a ganhar espaço nos cinemas de shopping. Como as películas asiáticas sempre foram conhecidas por seu conteúdo mais extremo, com as mudanças significativas da censura nos cinemas ocidentais, essas produções passaram a ganhar distribuição nas salas multiplex e no mercado de home vídeo.
Horror norte-coreano: Pulgasari (1985)
O cinema sempre foi uma importante ferramenta de propaganda de guerra. Estados Unidos, União Soviética e Alemanha sempre utilizaram filmes durante seus conflitos, principalmente quando era necessário remodelar o imaginário da população. E não estou falando somente de longa-metragens propagandísticos evidentes como Triunfo da Vontade (1935), dirigido por Leni Riefenstahl, um verdadeiro marco da propaganda de guerra nazista. Películas consideradas mais” inocentes” também são utilizadas para modificar o pensamento popular. Um exemplo disso são os filmes Top Gun (1986) e Águia de Aço (1985). Essas películas de ação até parecem ter um subtexto inofensivo, mas ajudaram na consolidação de um novo inimigo a ser combatido pelos EUA: os árabes.
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