[Especial Robert Englund] Tá todo mundo mal na Rua Elm: Os Horrores da vida adulta e o fim do American Dream
Uma coisa que sempre me incomodou nos filmes de terror dos anos oitenta: o fato de que a maioria dos adultos das películas são sempre pessoas extremamente negligentes. Sério! Nós adoramos culpar os monstros dos filmes pelo destino trágico dos jovens — ou até mesmo as decisões equivocadas dos próprios adolescentes. Mas uma análise, mesmo que breve, de qualquer personagem que tenha adentrado o mundo adulto nos filmes slasher é implacável. Estamos diante de pais omissos ou muito opressores, policiais despreparados, os quais se mostram incapazes de fornecer qualquer tipo de proteção ou auxílio emocional para aqueles que estão sendo caçados implacavelmente dentro da tela.
E na franquia A Hora do Pesadelo isso parece ser ainda mais gritante. Eu assisti os longa-metragens centenas de vezes. Freddy Krueger é, definitivamente, o meu vilão favorito. O personagem, criado por Wes Craven, é um serial killer que, apesar de dividir espaço com tantos outros assassinos criados na década de oitenta, possui uma personalidade diferenciada, e uma forma bem peculiar de eliminar suas vítimas. Ele habita o mundo dos sonhos. Quem morre no pesadelo acaba perdendo a vida no mundo real. É uma premissa muito interessante.




