Especial Robert Englund: O homem por trás dos pesadelos
“ Uma vez, um psiquiatra me escreveu. Ele tinha um jovem paciente que tinha ouvido falar sobre o Freddy Krueger e estava tendo pesadelos com ele. Eu realmente queria ajudar, então entrei em contato com Robert e perguntei se ele diria algumas palavras para o garoto em uma câmera de vídeo. Não só Robert fez isso, mas ele o fez enquanto estava sendo maquiado e, em seguida, fora de sua maquiagem de Freddy, descrevendo cada passo do caminho, de como Freddy não era nada mais do que látex e cola, e não havia nada com que se preocupar. Pouco depois enviei a fita para o médico, recebi uma carta em troca. O jovem não estava apenas curado, ele queria assistir um filme do Freddy! Ao longo dos anos, passei muitas horas com Robert, especialmente em cidades estrangeiras para festivais de cinema, e constantemente me maravilhei com o seu alcance como celebridade. Ele é reconhecido em todos os lugares, e os sorrisos enormes que se espalham no rosto das pessoas quando o veem não têm preço. Robert Englund é uma dessas raras contradições ambulantes: assustador como o inferno quando está trabalhando; e agradável, espirituoso e erudito quando não está – e ele sempre arranja tempo para os fãs que estão ansiosos para apertar sua mão. Desde que ele o faça sem a luva”. Wes Craven, em trecho da introdução que escreveu para o livro de Robert, Hollywood Monster.
[Livro] Vitorianas Macabras - Editora DarkSide
Casei-me com uma Feiticeira (1942) - Direção: René Clair
Casei-me com uma Feiticeira (I Married a Witch), lançado em 1942, é uma comédia brilhante, coescrita e dirigida por René Clair. Estrelada por Veronica Lake e Fredrich March, o filme conta a história de Jennifer, uma bruxa queimada na fogueira pelo puritano Jonathan Wooley, nos julgamentos de Salem. Antes de morrer, ela joga uma maldição em seu algoz: nenhum homem de sua família terá sorte no amor e estarão fadados a casar com mulheres terríveis. Séculos depois, um raio acerta a árvore onde as cinzas de Jennifer estão repousando e seu espírito desperta. Coincidência ou não, a feiticeira se depara com uma festa nas redondezas: o noivado de Wallace Wooley, um dos descendentes de Jonathan. A bruxa não perde tempo e resolve ir atrás de um corpo para conseguir infernizar a vida de Wallace e destruir o seu futuro casamento.
Especial West Memphis Three — Capítulo 3: Uma força-tarefa contra três adolescentes
Mas o que realmente importa e o que faz a gente chegar ao ponto de cruzar o país para vir para Jonesboro, Arkansas, em nossa semana de férias, são assuntos mais importantes, como justiça, uma polícia incompetente e um sistema jurídico corrupto que opera no vácuo aqui no Arkansas quando ninguém os vigia.” Burk Sauls, criador do site WM3.Org, durante o documentário Paradise Lost: Revelations (2000).
Quando fiquei sabendo sobre o caso do West Memphis Three, eu mergulhei no assunto. Frequentei grupos na internet, ouvi podcasts, li livros, sites sobre o assunto. E a demora em escrever esse texto decorre disso, da minha total exaustão sobre o tema. É um território muito pesado. É o assassinato brutal de três crianças e, além disso, existem outros fatores nessa história que são muito perversos. Na minha opinião, esse crime não é nada sofisticado como aparenta ser. Provavelmente foi praticado por alguém que conhecia as crianças e que, após o crime, continuou vivendo na comunidade, pois não foi investigado devidamente. E nem passou por algum tipo de interrogatório. Outra hipótese plausível é de que o assassinato, por ter ocorrido em uma região com um grande fluxo de pessoas, oriundas de várias partes do país, tenha sido praticado por alguém que passava pela rodovia. Os EUA tem esse histórico gigantesco de serial killers. As autoridades da cidade, porém, venderam o triplo assassinato como algo exótico, uma atividade satânica, praticada por um grupo de jovens metaleiros da cidade de West Memphis. Essa resolução apresentada pela polícia, que beira o absurdo, permitiu que, ao longo dos anos, uma série de questões fossem levantadas em relação ao trabalho desempenhado por eles ao investigar o crime. E como aparentemente, depois de tantos anos (o fato aconteceu em 1993), ainda existem pessoas interessadas em proteger com unhas e dentes essa teoria policial de que trata-se de um crime praticado por uma seita juvenil, é interessante refletir um pouco sobre a investigação feita pelo Departamento de Polícia de West Memphis. Eles deixaram tantas perguntas sem resposta, em uma investigação claramente insuficiente (onde você não sabe se os policiais foram relapsos intencionalmente ou por uma questão de incompetência), que acabaram criando um verdadeiro campo de batalha de opiniões ao longo dos anos sobre o homicídio, o qual movimenta até hoje fóruns pela internet, dedicados em descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pela morte dos três meninos. Pois tem uma coisa que muita gente não consegue acreditar: que Damien Echols, Jason Baldwin e Jessie Misskelley Jr, que ficaram presos por 18 anos, acusados pelo triplo assassinato, tenham qualquer participação nisso.



